O Itamaraty não justifica como chegou à conclusão de que a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos abre caminho para o uso da força militar norte-americana no Brasil. A posição foi adotada em documento enviado à Câmara dos Deputados em 1º de julho.

Questionado pelo Poder360, o Ministério das Relações Exteriores não respondeu qual foi o embasamento do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao avaliar a possibilidade de uma intervenção norte-americana em território brasileiro.

O Departamento de Estado dos EUA (equivalente ao Itamaraty) já negou de maneira peremptória a possibilidade de ação militar norte-americana no Brasil.

A porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado, Amanda Roberson, deu entrevista ao Poder360 em 1º de junho de 2026 e disse o seguinte: “A lei americana das designações é muito clara: não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra que tem responsabilidade para ações militares no mundo. Essas designações têm como os seus princípios as suas consequências, restrições de vistos e também restrições financeiras para bloquear as atividades e o apoio aos grupos criminosos”.

O posicionamento do Itamaraty foi feito em 1º de julho pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao responder a um requerimento do deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). O congressista afirmou que a designação abre a “possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”.

O Itamaraty disse que a classificação permitiria aos EUA adotar medidas administrativas e judiciais contra pessoas, empresas e organizações brasileiras.

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