Outras 4 mortes suspeitas seguem em investigação pelas equipes de vigilância em saúde, reforçando a importância do combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti e da busca rápida por atendimento médico diante dos primeiros sintomas.
As mortes ocorreram nas cidades de Fortaleza, Eusébio, Tianguá, Juazeiro do Norte e Jardim. O perfil das vítimas não foi divulgado.
Segundo o informe epidemiológico de arboviroses publicado pela Sesa no dia 1º de junho, o período registra alta de 32,4% em relação à mesma semana epidemiológica de 2025, quando foram confirmados 1.736 casos de dengue.
Até o dia 1º, foram registrados 10 casos suspeitos de Dengue Grave (DG). Desses, sete casos foram confirmados, quatro evoluíram para óbito por dengue e três apresentaram evolução para cura. O quinto óbito foi confirmado após o boletim ser divulgado.
A Sesa salienta que o Estado apresenta baixa proporção de confirmação entre os casos notificados, com taxa de confirmação de 14,7% (2.299/15.620) e, portanto, está “compatível com um cenário de baixa transmissão da doença”.
O aumento coincide com o período mais chuvoso no Ceará, que vai de fevereiro a maio e é capaz de aumentar a infestação do mosquito Aedes aegypti pelo acúmulo de água em quintais e espaços abertos. Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em 2026, a quadra chuvosa ficou dentro da média.
Dos 14 municípios em risco, sete se destacam com incidências de casos confirmados alta e muito alta, “caracterizando cenários de transmissão sustentada de dengue nesses territórios”. Eles estão localizados em três regiões do Estado:
- Sul: Cedro, Jardim, Farias Brito e Granjeiro
- Norte: Hidrolândia e Guaraciaba do Norte
- Litoral Leste: Pereiro
Apenas 10 cidades estão na lista dos municípios classificados como “silenciosos”, termo usado para áreas ou momentos epidemiológicos em que não há notificação de casos suspeitos de dengue: Antonina do Norte, Apuiarés, Barroquinha, Cariré, General Sampaio, Irauçuba, Ocara, São Luís do Curu, Senador Sá e Umari.