O Ministério Público do Ceará (MPCE) está investigando uma suposta fraude na compra de um “Kit anti-drone” pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), sob o comando do secretário Mauro Albuquerque.
A pasta publicou, em 19 de setembro de 2025, o contrato de compra, fechando com a Fornecedor Piramide Informática e Equipamentos LTDA, de uma unidade de uma unidade de um equipamento portátil “estilo fuzil” para neutralizar drones por R$ 1,6 milhão.
, onde o promotor de Justiça Igor Pereira Pinheiro, da 187ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, determinou, em 14 de abril deste ano, a “requisição de inquérito policial para apurar a possível prática do ilícito penal previso no art. 337-L do Código Penal (fraude em licitação)”.
Pinho denunciou a possibilidade de superfaturamento na compra, sem licitação, realizada pela SAP. Ele defende que, na mesma época em que o Ceará acertou a compra do material por R$ 1,6 milhão, o Governo Federal e o Governo do Rio de Janeiro adquiriram equipamento semelhante e com a mesma finalidade, “derrubar o drone dos bandidos”, por valor muito abaixo.
“O cara está pagando mais de R$ 1,6 milhão enquanto o Estado do Rio de Janeiro, também preocupado com a segurança pública, está fazendo a licitação de equipamento com as mesmas características e está pagando lá R$ 208.750,00”, denunciou o parlamentar.
O Governo Federal adquiriu quatro unidades de um equipamento de neutralização de drones tipo “fuzil jammer antidrone” por R$ 383 mil cada. O valor total da compra foi de R$ 1.532.000,00, em contrato fechado com a Gohobby Future Technology LTDA.
Já o Governo do RJ pagou ainda menos. Em 30 de setembro de 2025, acertou a compra de 40 unidades do equipamento, um bloqueador de sinal (Jammer) para drones com a Arsitec Eletronica Comercio e Serv LTDA por R$ 208.750,00 cada. O valor total do contrato foi R$ 8.350.000,00.
A Piramide Informática e Equipamentos LTDA, que fechou o contrato por R$ 1,6 milhão com o Governo do Ceará por uma unidade do equipamento anti-drone, participou da licitação no RJ, com oferta de R$ 26 milhões pelas 40 unidades, saindo cada uma por R$ 815 mil, a metade do valor cobrado no Ceará.
“Estamos falando de dinheiro público, recurso que falta na saúde, na segurança e em tantas outras áreas essenciais. cada real mal gasto é um real a menos para salvar vidas, garantir atendimento digno e trazer resultados reais para a segurança da população. Como deputado estadual, meu dever é fiscalizar e esse caso precisa ser esclarecido”, afirmou Cláudio Pinho.
Para o promotor, o material apresentado pelo deputado Cláudio Pinho aponta a “possibilidade da ocorrência de crime”.







