Os resorts da marca Hard Rock Hotel, nas Praias de Lagoinha e Jericoacoara, no Ceará, deixarão de usar a bandeira Hard Rock Internacional (HRI). Os dois empreendimentos fazem parte do portfólio da Residence Club, responsável pelas obras e comercialização dos hotéis.

Além desses dois empreendimentos no Ceará, existe um da marca no Paraná (Ilha do Sol) que também não poderá mais usar a bandeira Hard Rock. No site internacional da empresa, os três hotéis não constam mais no portfólio.

O anúncio do Hard Rock na Praia de Lagoinha completa 10 anos em 2027 e de lá para cá diversos acontecimentos tornaram o empreendimento uma frustração bilionária para dezenas de investidores.

Uma fonte a par do assunto e que prefere não se identificar informou à reportagem do Diário do Nordeste que a matriz do Hard Rock nos Estados Unidos decidiu rescindir o contrato com a Residente Club.

Segundo a fonte, a rescisão está relacionada ao acúmulo sucessivo de atrasos nas obras e problemas crônicos na entrega do empreendimento, manchando a imagem do Hard Rock no Brasil.

Em nota, a Hard Rock International informou que não fará comentários sobre a rescisão. “Como este assunto está em andamento na esfera judicial, a Hard Rock International não fará comentários. No entanto, o Brasil continua sendo um mercado prioritário para a marca, e a empresa permanece comprometida com sua presença e desenvolvimento de longo prazo no país”.

Já a Residence Club evitou usar o termo “rompimento de contrato” ou “retirada da marca”, preferindo descrever a situação como uma mudança de bandeira: “A companhia está conduzindo o processo de transição das marcas dos empreendimentos, dentro de uma estratégia de reorganização operacional e reposicionamento dos projetos”.

Sobre a busca por um novo parceiro internacional para o Ceará, a Residence Club afirmou que a futura bandeira em negociação “possui atuação internacional consolidada no segmento de hotelaria de luxo e deverá contribuir para o fortalecimento operacional, comercial e técnico dos projetos, ampliando a eficiência da operação”.

O grupo reforçou que, apesar da troca, os projetos “mantêm suas características essenciais previstas nos memoriais de incorporação firmados junto aos clientes”.

Fonte: DN

COMENTAR