Cerca de 100 famílias do povo tapeba, em Caucaia, tiveram as residências inundadas após fortes chuvas aumentarem o nível do Rio Ceará, que transbordou e atingiu as casas. Os residentes das margens do manancial precisaram ser abrigados na casa de parentes.

De acordo com a liderança Weibe Tapeba, as famílias perderam móveis e objetos pessoais. A Escola Indígena Tapeba da Ponte se tornou um ponto de apoio para os atingidos pela inundação.

A Defesa Civil do Estado doou 100 cestas de alimentos, 50 redes e 50 colchonetes para as famílias. Os mantimentos foram distribuídos na escola, que também recebe doações de outros entes.

A situação de emergência ocorre desde domingo, 19. Weibe conta que na segunda-feira, 20, algumas famílias voltaram para casa. “Mas hoje passou a madrugada chovendo de novo. É uma situação de muita dificuldade”, explica.

Por meio de nota, a Defesa Civil de Caucaia afirmou que “segue acompanhando de perto a situação das chuvas”. Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Caucaia registrou média de 411,1 mm de chuva em abril — 39% a mais do que o esperado para o mês.

“Apesar dos alagamentos, não houve registro de pessoas desabrigadas, apenas prejuízos materiais. A Prefeitura se colocou à disposição da população e atuou de forma preventiva, deixando escolas preparadas para acolher famílias, caso fosse necessário”, diz o texto.

Na manhã de ontem, dezenas de indígenas bloquearam a BR-222 em um protesto para chamar atenção às consequências das inundações. O povo tapeba pediu uma reunião com o Governo do Estado para cobrar celeridade no acordo de realojamento feito em 2016 com famílias que vivem à margem do Rio Ceará.

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