Enel Ceará anunciou que o reajuste anual das tarifas de energia elétrica entrará em vigor no dia 22 de abril de 2026, com impacto direto nas contas pagas pelos consumidores a partir de maio. A medida segue o calendário regulatório definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica e afetará diferentes perfis de consumo em todo o estado.

O reajuste médio será de 5,78% para os consumidores atendidos pela distribuidora. No entanto, o impacto varia conforme a categoria: clientes residenciais de baixa tensão terão aumento médio de 4,67%, enquanto consumidores de alta tensão — como indústrias e grandes comércios — enfrentarão elevação de até 9,61%. A composição do cálculo considera fatores como custos de geração, transmissão, distribuição e encargos setoriais, além da diferenciação entre períodos de consumo.

Enel destacou que atende cerca de 4,5 milhões de unidades consumidoras em 184 municípios cearenses. Segundo a companhia, o modelo tarifário busca equilibrar os custos operacionais e garantir a sustentabilidade do sistema elétrico, seguindo critérios definidos nacionalmente pela Aneel.

Reajuste da Enel Ceará gera dúvidas entre consumidores

O aumento anunciado gerou questionamentos por parte de entidades ligadas ao Conselho de Consumidores da distribuidora. Isso porque, semanas antes, havia uma sinalização inicial da Aneel indicando a possibilidade de reajuste zerado para o período, o que elevou a expectativa de estabilidade nas tarifas.

Em resposta, a Aneel informou que os detalhes oficiais só serão confirmados após deliberação em reunião pública da diretoria, conforme estabelece a regulamentação vigente. O processo segue as diretrizes da Resolução Normativa nº 1.000/2021, que prevê etapas como análise técnica, consulta pública e aprovação final.

A Enel Ceará afirmou que o índice de reajuste não é definido pela empresa de forma isolada, mas segue parâmetros nacionais aplicados a todas as distribuidoras do país. Entre os principais fatores considerados estão os custos de energia comprada, encargos setoriais e investimentos em infraestrutura.

COMENTAR