A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) registrou o sepultamento do Sicário quase um mês antes da data oficial de sua morte, e a certidão de óbito não informa a causa do falecimento, constando apenas “aguardando exames”.
O erro da Prefeitura foi identificado em primeira mão pelo Metrópoles na coluna de Igor Gadelha. Segundo a reportagem, o sistema oficial de registro de sepultamentos da capital mineira (Sinec) indicava que o corpo de Luiz Phillipi havia sido enterrado no dia 8 de fevereiro de 2026, embora ele tenha morrido oficialmente em 6 de março de 2026.
A certidão de óbito, registrada no Cartório do 1º Subdistrito de Belo Horizonte em 7 de março, não menciona o motivo da morte — apenas indica que a causa está “aguardando exames”.
“A família permanece no aguardo da divulgação do exame pericial, o qual se espera seja apto a elucidar, com precisão técnica, a causa do falecimento, bem como da conclusão das investigações em curso, especialmente quanto aos acontecimentos ocorridos nas dependências da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, que antecederam o encaminhamento de Phillipi ao Hospital João XXIII no dia 4 de março de 2026”, segue a nota da defesa.
Ainda segundo o advogado, “eventual responsabilização por falhas ocorridas durante o acautelamento de Mourão independe da definição em relação à natureza do evento que resultou em sua morte, seja ela decorrente ou não de autoextermínio”.
O defensor reclama ainda do uso do termo “Sicário” como referência a Luiz Phillipi Machado de Morais Mourão.
“A decisão que decretou a prisão preventiva de Mourão, proferida pelo Ministro André Mendonça, consignou que o apelido ‘sicário’, identificado em grupo de aplicativo de mensagens, seria um ‘indicativo da natureza de suas atividades’. Consta, ainda, da representação policial que Luiz Phillipi teria atuado nessa condição em relação a terceiro”, diz o texto.