Moradores da rua Vila Gomes, no bairro Aerolândia, em Fortaleza, relatam temor de uma nova inundação após a queda de parte de um muro no terreno do Aeroporto de Fortaleza durante as chuvas registradas entre domingo (12) e esta segunda-feira (13). O receio está relacionado à presença de uma barreira com grande volume de água represada em um terreno próximo às residências, o que pode provocar novos alagamentos caso haja ruptura.
Imagens feitas no local nesta segunda-feira mostram acúmulo significativo de água em uma área localizada nas proximidades das casas atingidas anteriormente. O volume represado preocupa moradores, que já tiveram imóveis afetados pelas inundações recentes.
Durante o período chuvoso, o desabamento do muro atingiu um veículo e levou à interdição de uma residência. A ocorrência foi registrada na rua Vila Gomes, onde parte da estrutura cedeu em meio ao grande volume de água acumulado na região.
Queda de muro e impactos nas residências
Em nota, a Aerotrópolis Empreendimentos, empresa responsável pela área onde ocorreu o desabamento, informou que uma avaliação preliminar aponta que a queda do muro está relacionada às fortes chuvas, que teriam sobrecarregado os sistemas de drenagem. Segundo a empresa, o trecho que cedeu já apresentava comprometimento estrutural anterior, localizado próximo à entrada do canteiro de obras.
A empresa afirmou ainda que medidas emergenciais de drenagem foram adotadas para reduzir os alagamentos nas casas vizinhas. Também destacou que foram tomadas providências junto aos órgãos competentes para viabilizar intervenções estruturais no local, e que aguarda autorizações para dar continuidade às ações necessárias.
Um levantamento técnico mais detalhado das condições da área deverá ser realizado para identificar as causas exatas do problema. A nota também ressalta que, até o momento, não há evidências de relação direta entre o desabamento e as intervenções realizadas pela empresa no local.
Ruptura de barreira no Aeroporto de Fortaleza preocupa moradores
A possibilidade de ruptura da barreira com água represada tem mobilizado moradores da região, que temem novos prejuízos em caso de agravamento da situação. O acúmulo de água nas proximidades das casas é apontado como fator de risco, especialmente diante da continuidade das chuvas na capital cearense.
De acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o período entre 7 horas do domingo e 7 horas desta segunda-feira registrou o terceiro maior volume de chuvas em Fortaleza em 2026. O dia 13 também marca o aniversário de 300 anos da capital.
Em publicação nas redes sociais, o vereador Gabriel Aguiar (Psol) associou o episódio aos impactos ambientais de intervenções realizadas na área conhecida como “Floresta do Aeroporto”, onde houve desmatamento no ano anterior. Segundo o parlamentar, a vegetação desempenhava papel importante na drenagem e na proteção do solo.
A área onde ocorreu o desabamento está destinada à construção de um hub logístico pela empresa Aerotrópolis Empreendimentos, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão. O projeto prevê a implantação de estruturas voltadas à logística e ao desenvolvimento econômico da região.
As autoridades seguem monitorando a situação, enquanto moradores aguardam medidas que garantam a segurança das residências e evitem novos episódios de alagamento.






