O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu nesta sexta-feira (27) restringir a atuação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e abrir espaço para a anulação de provas produzidas em investigações a partir de relatórios de movimentação financeira produzidos pelo órgão, os chamados Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).
A decisão é relevante porque pode afetar grande parte das investigações em curso no país, como a de fraudes do INSS e do caso Master. O ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão do caso em pauta no plenário do Supremo Tribunal Federal para julgamento de mérito. Ainda não há, porém, definição de data para a análise, nem sinalização se o julgamento ocorrerá em sessão virtual ou presencial.
Ela foi tomada dentro de um recurso especial de um alvo de uma operação da Polícia Federal chamada “Operação Sangue Impuro”, voltada à apuração de irregularidades na importação de equinos. Mas como o caso é de repercussão geral, quando abrange todos os casos correlatos no país, precisa ser avalizado pelo plenário da corte.
A decisão soa como música para advogados que buscam brechas para contestar o caso Master e se soma a outra manifestação de Gilmar Mendes, na semana passada, que também sinalizou um rumo para nulidades futuras no caso.
Os dois ministros lideram, ao lado de Dias Toffoli, a ala do Supremo que, em articulação com a cúpula do Congresso, busca preservação política ante denúncias e, como apontam alguns juristas, conduzir o caso Master ao mesmo desfecho da Operação Lava Jato.
Até agora, não conseguiram, mas o caminho das pedras está sendo dado.








