Quatro meses antes de ser preso, o “Sicário” enviou a Vorcaro entre 16h28 e 16h31 do dia 24 de julho de 2025 três PDFs com investigações sigilosas do MPF — incluindo dois procedimentos sobre a compra do Master pelo BRB e um sobre triplex de R$ 60 milhões suspeito de propina. O método: spearfishing — e-mails falsos de troca de senha enviados a servidores do MPF tão convincentes que as vítimas não perceberam que foram enganadas. O “Sicário” recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro para invadir sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol usando credenciais roubadas — e buscava nos arquivos as palavras-chave “Banco Master” “Vorcaro” e “Nelson Tanure.”

Mas o detalhe mais explosivo é o cronograma do dia da prisão: a ordem foi assinada às 15h29 pelo juiz Ricardo Leite na 10ª Vara Federal de Brasília — documento sigiloso, a ser executado apenas no dia seguinte. Às 15h47 — 18 minutos depois — os advogados de Vorcaro já estavam acionando a Justiça contra “medidas cautelares eventualmente requeridas.”

A PF suspeitou de fuga e acelerou a execução. Vorcaro foi preso tentando embarcar para Dubai. A PF investiga quem vazou a ordem em 18 minutos. Mendonça já havia apontado na decisão da 3ª fase que Vorcaro teve “acesso prévio a informações sobre diligências investigativas.” Agora sabe-se que esse acesso era em tempo real.

 

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