O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, realizou repasses financeiros que somam R$ 750 mil para Kalil Bittar entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Bittar é um dos principais alvos da Operação Coffee Break, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lobby e corrupção em contratos do Ministério da Educação (MEC), que é administrado pelo ministro Camilo Santana.

As transferências eram feitas mensalmente, no valor fixo de R$ 50 mil cada. O fluxo de pagamentos foi interrompido imediatamente após a deflagração da operação policial que mirou Bittar. A investigação aponta que o empresário teria atuado para favorecer interesses privados em licitações e contratos custeados com verbas federais da educação.

Kalil Bittar possui um histórico de proximidade com o filho do presidente Lula, tendo sido seu sócio na Gamecorp. Além dos valores enviados a Bittar, a quebra de sigilo bancário revelou outras movimentações financeiras de Lulinha, incluindo repasses ao ex-sócio Jonas Suassuna e aplicações em fundos de investimento com recursos provenientes de seu pai e de Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula.

A defesa de Lulinha informou que todos os esclarecimentos sobre as movimentações financeiras e as relações comerciais mencionadas serão apresentados diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso foi remetido à corte superior devido ao foro de parte dos envolvidos e ao desdobramento das investigações federais.

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