Os ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho implicaram formalmente o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), em delação premiada. Os depoimentos detalham a suposta atuação de Lupi para nao investigar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias, que desviou milhões de reais de beneficiários durante sua gestão no governo. As informações são do portal Metrópoles.
Os documentos das delações indicam que Carlos Lupi teria agido para proteger investigados, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo os delatores, o ex-ministro ignorou alertas sobre o aumento exponencial das fraudes, que saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões no período. As investigações da Polícia Federal apontam que o braço direito de Lupi, Adroaldo Portal (ex-secretário do Ministério da Previdência), também teria envolvimento direto nas irregularidades, chegando a ter prisão domiciliar decretada.
O material entregue à Polícia Federal inclui mensagens, registros de reuniões e documentos que comprovariam a participação da cúpula do Ministério da Previdência na manutenção das fraudes. Até o momento, a defesa dos citados nega as acusações, enquanto o processo segue sob sigilo de Justiça em decorrência das cláusulas de colaboração premiada firmadas pelos antigos diretores da autarquia.








