De lados opostos no tabuleiro político do Ceará, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) disse que a situação com o irmão Cid Gomes (PSB) é “inconciliável”.

“Se por acaso o Cid fosse candidato a governador para desmobilizar tanto o PT como, talvez, uma oposição do senhor, o senhor abriria mão dessa empreitada rumo à oposição ao estado do Ceará?”. Ao que o tucano respondeu:

“Veja, nossa questão não é nem familiar, nem remotamente uma questão de Chico ou Maria, ou Manoel. Nossa questão é que nós, que estamos nesse agrupamento aqui com nossas diferenças, achamos que o Ceará precisa desesperadamente mudar e, infelizmente, neste momento, o Cid está lá ajudando a manter o que está aí. Isso é inconciliável”.

Ainda durante a declaração para a imprensa, Ciro criticou novamente o PSB, destacando ser comandado no Estado por Eudoro Santana, pai do ministro da Educação, Camilo Santana (PT). Ele foi lembrando que o irmão também compunha os quadros do partido. “Pois é, né? Constrangedor”, respondeu.

Ciro descarta concorrer a presidente em 2026

Questionado se poderia ser uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026, Ciro disse que, “nestas eleições, em nenhuma hipótese”.

“Não participo porque eu tenho uma crença muito negativa sobre essa polarização. Eu acho que ela está fazendo mal mortal ao Brasil”, iniciou, citando números da dívida pública.

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