A Justiça de São Paulo mandou soltar cinco acusados pela execução do policial Marcelo Gonçalves Cassola. Ele era chefe do setor de investigações da Polícia Civil e foi assassinado em Santos, no litoral paulista, em agosto de 2022. Os suspeitos, envolvidos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foram soltos, na última semana, por decisão da juíza Andrea Aparecida Nogueira Roman. No entendimento da magistrada, as provas colhidas até o momento não confirmam o envolvimento dos denunciados no crime. A juíza decidiu pela impronúncia dos réus, ou seja, rejeitou que eles fossem a júri popular.

  • Marcelo Gonçalves Cassola comandava os papiloscopistas de Santos.
  • Ele foi achado morto por policiais militares em 22 de agosto, por volta das 21h30.
  • Os PMs faziam ronda na Avenida Francisco Ferreira Canto, no bairro da Caneleira, quando encontraram o cadáver com marcas de ao menos 30 tiros e uma corda entre as mãos e as pernas.
  • O agente era diretor do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e chefe do Setor de Identificação do Palácio da Polícia. Este setor é responsável, entre outras coisas, pelo Registro da Carteira de Identidade e por emitir atestado de antecedentes criminais.
  • Cinco pessoas foram presas, entre elas, Anderson de Souza Fabrício, o “Dom”, apontado como um dos líderes do PCC envolvidos na execução.
  • De acordo com a Delegacia Seccional de Santos, o suspeito atuava como Sintonia Final do PCC na região — um dos responsáveis pelo gerenciamento das atividades da organização criminosa.
  • Em maio de 2025, as autoridades também prenderam Carlos Antônio Barrios, apontado como mandante da execução.
  • Anderson, Carlos e outros três suspeitos que não tiveram os nomes divulgados foram soltos após decisão da Justiça.
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