O colunista Mario Sabino do metrópoles classificou a nota do governo Lula sobre a situação do Irã, como deplorável e nojenta, de acordo com ele, é mais uma vergonha proporcionada pelas relações exteriores do governo Lula. “É como se houvesse acontecido um acidente fatal por lá, uma avalanche de neve, talvez, sem que ninguém pudesse ser responsabilizado. A nota dedica meia linha a dizer que o Brasil “lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas” afirma Mario.
“Famílias afetadas” é de uma burocracia raramente alcançável no seu cinismo mesmo por regimes autoritários.
Isso é tudo o que o governo Lula tem a dizer sobre milhares de manifestantes terem sido assassinados pelos esbirros de uma teocracia infernal, sanguinária, e naturalmente não há nenhuma palavra sobre a continuação do massacre.
A carnificina é aterradora tanto na contabilidade mínima, como pela máxima. De acordo com a ONG Hrana, 2.403 mortes haviam sido confirmadas até ontem; já segundo a oposição iraniana, o número de mortos é de 12 mil, e contando.
Essa nota deplorável do Itamaraty dedica mais espaço a “sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”, uma pretensiosa advertência a Donald Trump, com o acréscimo de que “o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”.
Francamente, chega a ser nojento. Os “atores”, no caso, são civis desarmados à mercê do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, a SS do regime dos aiatolás, historicamente empenhada em diálogos construtivos.
A boa vontade de Lula com a teocracia iraniana remonta aos tempos de camaradagem com o então presidente Mahmoud Ahmadinejad, na primeira década dos anos 2000, um sujeito muito boa gente.








