Por determinação do ministro Dias Toffoli, do STF, que anulou processos da Lava Jato, o ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves, obteve a restituição de R$ 26,5 milhões. O montante, anteriormente bloqueado pela Justiça, foi transferido para o investigado na última quinta-feira (18).
Os valores foram trazidos de volta ao Brasil em 2020, após um complexo trabalho de cooperação internacional com autoridades suíças, que identificaram as contas vinculadas a pagamentos de empreiteiras.
A devolução não decorre da comprovação de inocência ou da origem lícita do dinheiro, mas sim de decisões técnicas que anularam as condenações e os atos processuais anteriores.
A reversão de medidas de recuperação de ativos desidrata anos de investigações e sinaliza uma fragilização dos mecanismos de controle sobre o desvio de recursos públicos.
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