Segundo Edson Claro, essa foi apenas uma das viagens de Lulinha com o Careca — e quem pagava pelos passeios era o empresário.
No depoimento, Edson Claro também disse que Lulinha recebia uma “mesada” do Careca — de cerca de R$ 300 mil mensais. Segundo ele, o Careca também fez um pagamento de R$ 25 milhões para o filho do presidente da República.
Um voo nessa categoria, operado pela Latam, tem valores entre R$ 14 mil e R$ 25 mil. O serviço destaca-se pelas poltronas que reclinam 180°, transformando-se em camas, além de uma experiência personalizada que inclui uma carta de vinhos selecionados, com rótulos que custam até R$ 800.
Como mostrou a coluna, Lulinha mudou-se para Madri, capital da Espanha, em meados deste ano. A mudança repentina do filho do presidente gerou perplexidade entre os integrantes da oposição na CPMI do INSS. Esses congressistas querem saber se Lulinha teve acesso antecipado às investigações ou se decidiu sair no momento em que ficou claro que haveria uma CPMI para tratar do tema no Congresso.
Nesta segunda-feira (15/12), durante um café da manhã com jornalistas, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que não poderia comentar as investigações sobre Lulinha no âmbito da Farra do INSS por estarem em sigilo. E completou: “infelizmente surgiu essa possibilidade”.
Lulinha e o Careca do INSS não comentam
A coluna procurou as defesas de Antônio Carlos Camilo Antunes e de Lulinha. A defesa do Careca do INSS disse não ter tido ainda acesso às informações e que, por isso, não comentaria. Já Lulinha ainda não constituiu advogado.
Pessoas próximas a Lulinha, ouvidas pela coluna, disseram que ele vem ao Brasil no final do ano – e que pretende processar todos os que associaram seu nome ao escândalo da Farra do INSS. Segundo esses interlocutores, o mero fato de Lulinha estar no mesmo voo que o Careca do INSS não prova que eles viajaram juntos.