Com salários e verbas trabalhistas em atraso, todos os cerca de 60 funcionários das obras do 4º Anel Viário de Fortaleza foram demitidos nessa quarta-feira (10). A informação foi confirmada pelo coordenador de fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral do Estado do Ceará (Sintepav-CE), Archimedes Fortes.
De acordo com ele, os trabalhadores paralisaram as atividades na segunda-feira (8), alegando atraso recorrente de pagamentos por parte do consórcio responsável pelas obras, incluindo a folha de pagamento do fim do mês, horas extras e cestas básicas.
“Nessa semana, atrasou novamente o pagamento de salário. Eles (o consórcio) quiseram pagar metade do salário dos trabalhadores. Aí eles (os trabalhadores) acionaram o sindicato na segunda-feira porque estavam paralisados e, em votação, concordaram em ficar paralisados até o dinheiro cair na conta deles”, relata Archimedes.
“Ontem mesmo, o próprio consórcio deu aviso prévio a todos os trabalhadores. Não tem mais nenhum trabalhador na obra, estão todos demitidos”, finaliza.
Diante da situação, o Sintepav-Ce solicitou ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ainda na quarta-feira (10), uma mediação junto à Superintendência de Obras Públicas (SOP-CE) e às empresas que compõem o consórcio para que o montante devido seja pago.
Ainda segundo informações do coordenador de fiscalização do Sintepav, um representante do consórcio teria relatado que os problemas financeiros seriam resultado de uma pendência de cerca de R$ 13 milhões do Governo em relação às empresas.
O consórcio é composto pelas empresas Dact Engenharia LTDA, de Minas Gerais, Saeid Engenharia LTDA, de São Paulo, Laca Engenharia LTDA, do Pará, e Coesa Construção e Montagens S.A, de São Paulo, que está em recuperação judicial.
O Diário do Nordeste questionou o Governo do Estado sobre a demissão dos trabalhadores nas obras do 4º Anel Viário de Fortaleza, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria.
Os representantes do consórcio também foram procurados, mas não foram obtidas respostas.








