O governo Lula desembolsou R$71,7 milhões para a contratação de 850 cabines em navios de cruzeiros que servem como hospedagem flutuante durante a COP30, em Belém (PA). Segundo o acordo firmado com a UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática), o país-sede precisaria garantir no mínimo 450 cabines, no valor de R$ 26,3 milhões, independentemente de quantas fossem utilizadas para delegações de países pobres. Além dos lugares obrigatórios, o governo optou por 400 cabines adicionais, no valor de R$ 45,4 milhões, destinadas à delegação brasileira.
Questionados pelo Poder360, a Secop30 (Secretaria Extraordinária para a COP30) afirmou que os valores gastos com as hospedagens ainda podem variar, tendo em vista que o evento ainda não foi finalizado. Conforme o cronograma, os últimos eventos da COP30 estão previstos para 21 de novembro.
“O valor final da despesa executada ainda está em evolução diária, conforme necessidades efetivas de hospedagem e conforme os mecanismos contratuais de opção de venda provisória e definitiva“, diz a nota.
Em abril, o governo contratou a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), que, por meio de chamado público, selecionou a operadora de viagens Qualitours para contratar os navios MSC Seaview e Costa Diadema. Na prática, o valor não representa despesa imediata e só será repassado à empresa após a conferência, conforme a quantidade de espaços que permanecer sem compradores.
As embarcações seguem atracadas no Terminal Portuário de Outeiro até o fim da Conferência.







