Um numero impactante foi revelado pela pesquisa do Data Favela, de acordo com a amostragem feita no Ceará, 44% das pessoas envolvidas com atividades criminosas não deixaria o crime mesmo “tivesse uma oportunidade de deixar o que faz hoje no crime”, o número e bem maior que foi revelado no levantamento nacional, quando 31% disseram que não deixariam o crime.
Outras 41% de cearenses envolvidos com crimes, disse que deixariam se tivessem oportunidade, a nível nacional o número a 10%, com 51% dizendo que deixariam o crime se tivesse oportunidade.
Empreendedorismo (22%), emprego formal (20%) e emprego com flexibilidade (15%) estão entre os principais motivos que fariam com que os entrevistados deixassem o mundo do crime
O estudo quer compreender a dinâmica social por trás da de redes criminosas, a partir do ponto de vista dos próprios envolvidos com o crime. Em quase 4 mil entrevistas, foram levantadas informações sobre perfil, renda, trajetória, saúde, profissão, sonho, família, saúde, consumo e expectativas, em 23 estados brasileiros.
Quase 80% das pessoas envolvidas com atividades criminosas, sobretudo tráfico de drogas, no Brasil são homens; 74% negros; e metade, jovens, entre 13 e 26 anos. Cerca de 80% nasceram e cresceram na favela e 42% não completou o ensino fundamental.
Perguntados sobre qual seria o maior sonho de consumo, os entrevistados responderam majoritariamente 28% “ter uma casa e, em segundo lugar, comprar uma casa para minha família 25%”.
Pesquisa revela que o mercado do tráfico reproduz as desigualdades da sociedade brasileira: 63% dos entrevistados ganham até dois salários mínimos mensais, em torno de 3 mil reais.







