O deputado estadual Claudio Pinho (PDT-CE) em entrevista denúncio o atual prefeito de São Gonçalo do Amarante Professor Marcelão (PT-CE), em meio a uma operação do Ministério Público do Ceará na cidade, sobre esquema de limpeza pública ligado ao ex-prefeito foragido há 10 meses Bebeto do Queiroz (PSB-CE).
“Dono da empresa que faz o lixo em São Gonçalo disse que seu Marcelo e outras pessoas pediram propina a ele, ele fez a denúncia no próprio Ministério Público, ai o prefeito se junta com Bebeto do Choró, que está foragido há 10 meses…Ele faz as maracutaias e quer dar uma de vítima, vítima é o povo que está ficando lesado com o dinheiro que está sendo desviado, o nome ta no processo, o povo é vitima de uma gestão em meio a corrupção”, afirmou o deputado Claudio Pinho.
O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (Procap), em parceria com a Polícia Civil, deflagrou na última quarta-feira (22) uma operação que mira um suposto esquema de fraudes em contratos de limpeza pública envolvendo ex-gestores e empresários com atuação em Hidrolândia e São Gonçalo do Amarante.
A ação resultou em seis prisões e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Entre os alvos, estão o ex-prefeito Bebeto Queiroz, apontado como um dos articuladores do grupo, e Lucas Rodrigues, empresário e dono da LR Construções, já preso há cerca de quinze dias em outra operação deflagrada no município de Russas.
De acordo com informações apuradas, também foram detidos Totonho Lopes, ex-deputado federal e aliado político de Cid Gomes; Jerbinho do Totonho; além de uma empresária proprietária de uma lotérica em Hidrolândia e uma secretária de uma construtora.
Os investigadores apontam que o grupo seria responsável por desvios de recursos públicos e irregularidades em contratos de coleta e limpeza urbana, utilizando empresas de fachada e simulação de serviços para movimentar valores expressivos dos cofres municipais.
Em São Gonçalo do Amarante, os mandados tiveram como alvo o secretário municipal de Meio Ambiente, que também é investigado por possível envolvimento no esquema.
A operação desta quarta-feira faz parte de um conjunto de ações do MPCE e da Procap voltadas ao combate à corrupção e à má gestão de recursos públicos em prefeituras do interior do Estado. O material apreendido será analisado para reforçar as provas que embasam as investigações.
O MPCE ainda não divulgou oficialmente o nome da operação, mas fontes ligadas à investigação a classificam como uma verdadeira “guerra ao lixo”, em referência ao foco nas contratações fraudulentas de limpeza pública.






