O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) questionou o Ministério da Educação (MEC) e pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue um curso de medicina que seria destinado a integrantes do MST. Os requerimentos do deputado foram encaminhados nesta segunda-feira (22), após um vereador de Recife denunciar que a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) teria reservado 80 vagas do curso de medicina para moradores de assentamentos, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST). “Imagina só você estudar, se dedicar e descobrir que existe um tipo de cota para quem invade propriedade privada!”, escreveu Gayer em seu perfil no X. “Acionei o Ministério da Educação para que esse edital seja suspenso para revisão dos critérios e cobrei posicionamento oficial da pasta”, continuou.
De acordo com o site do governo federal, o “curso inédito” de graduação em medicina do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) é resultado de “uma parceria” entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a UFPE, e deve iniciar suas atividades no próximo dia 20 de outubro, após seleção dos candidatos.
“Foram abertas 80 vagas, sendo 40 de ampla concorrência, e outras 40 vagas destinadas a quem pode ser atendido por modalidades de ações afirmativas (cotas)”, informa o governo.
“Não tem que fazer cursinho, não tem que fazer Enem, não tem que se matar de estudar. Basta você entrar para o MST que vai virar médico” Thiago Medina, vereador de Recife, em vídeo sobre o curso de medicina do Pronera oferecido pela UFPE.
Segundo o edital, para concorrer às vagas é preciso ser beneficiário do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e residir em projetos de assentamentos. Também são aceitos beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNFC), alunos de cursos oferecidos pelo Incra e quilombolas.
Os interessados tiveram até a última sexta-feira (20) para efetuar a inscrição, e o vestibular consistirá em uma redação com tema referente à reforma agrária e análise do histórico escolar do candidato.
“Não tem que fazer cursinho, não tem que fazer Enem, não tem que se matar de estudar. Basta você entrar para o MST que vai virar médico”, disse o vereador recifense Thiago Medina, pelas redes sociais. Em vídeo divulgado na última quinta-feira (19), ele denunciou o curso exclusivo aberto pela UFPE e questionou o processo de seleção.
“O mais inacreditável é que eles não vão nem precisar fazer prova. Vai ser uma redação apenas e uma avaliação do histórico escolar”, continuou, ao mostrar trecho do edital e caracterizá-lo como “absurdo”. “Em vez de selecionar os melhores para cuidar da vida, o que o governo está fazendo é uma escolha puramente ideológica”, alertou.







