A jornalista Cristina Graeml da Gazeta do Povo disse que um novo e controverso capítulo sobre os eventos de 8 de janeiro de 2023 veio à tona, sugerindo que o dia poderia ter sido marcado por uma “carnificina ou genocídio”. Após dois anos e oito meses dos fatos, foi divulgada a informação de que a ordem do então responsável pelas ações de segurança, Ricardo Capelli, interventor da segurança pública do Distrito Federal, era para que os policiais atirassem com munição letal para dispersar os manifestantes, aceitando o risco de mortes. A esposa do coronel da PM, Jorge Naime, preso por suposta negligência no policiamento denuncia que o interventor deu as ordens, mas o coronel recusou-se a cumprir. Ele segue em prisão domiciliar, aguardando julgamento e sendo perseguido por opositores políticos.
A suposta ordem, descrita como ilegal, teria sido dada ao coronel Naime, um oficial da Polícia Militar com 30 anos de serviços prestados no policiamento da capital federal. Segundo Mariana Naime, esposa do coronel, Capelli teria autorizado o uso de munição letal devido ao esgotamento das munição não letal, exclamando: “Vamos reprisar o Capitólio e você está autorizado a usar munição letal”.
O advogado de Naime esclarece que essa federação não possui legitimidade para intervir em um processo penal dessa natureza e que o pedido, que não partiu do Ministério Público, representa uma tentativa de coação e de calar a esposa do coronel por expor fatos verdadeiros, já contidos em depoimentos gravados no processo. Cabo Vitório é descrito como alguém com histórico de processos de ataques contra diversos oficiais e que, após filiar-se ao PSB – partido de Capelli – mudou sua postura de denunciar a PM-DF como “bode expiatório” no 8 de janeiro para defender o interventor.
A busca pela justiça e pela verdade
Enquanto a verdade sobre o 8 de janeiro de 2023 continua a vir à tona, a história do coronel Naime é apresentada como um exemplo de heroísmo e resiliência diante do que é caracterizado como uma “justiça persecutória, vingativa e fora da lei”. O caso levanta sérias questões sobre o estado de direito e a necessidade de responsabilização por abusos de autoridade, com apelos para que o Congresso Nacional atue pela pacificação do país e pela retomada de uma justiça equânime.







