Atualmente, cerca de 30 mil pacientes aguardam diagnóstico para possíveis transtornos do neurodesenvolvimento em Fortaleza. A fila é composta, principalmente, por crianças com suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira, 30, pela primeira-dama de Fortaleza, Cristiane Leitão. Segundo ela, a fila de espera por avaliações especializadas no início da atual gestão municipal era de aproximadamente 20.500 pacientes.
Parte do Censo Demográfico 2022, publicado no final de maio, dava conta de que 1,4% da população cearense afirma ser diagnosticada com autismo. São 126,6 mil pessoas, a terceira maior proporção do País.
“Com o tempo, mais pessoas passaram a ouvir falar do Centro de Diagnóstico e começaram a solicitar essas avaliações. Muitas crianças têm laudos inconclusivos ou apenas suspeita, ou seja, o diagnóstico ainda não está fechado. Além disso, há casos em que o diagnóstico foi feito de forma equivocada. Por isso, há uma grande expectativa pela inauguração do Centro”, afirmou a primeira-dama.
A informação foi divulgada durante visita do prefeito Evandro Leitão (PT) às obras do novo Centro de Diagnóstico Girassol. O equipamento é o primeiro da Rede Espaço Girassol e, conforme a gestão municipal, funcionará como porta de entrada para a linha de cuidado para crianças e adolescentes com suspeita de transtornos do neurodesenvolvimento e sofrimento psíquico.
O Centro está com 92% das obras concluídas e deve ser inaugurado no próximo mês de agosto. O espaço é localizado na rua Professor Juraci M. Oliveira, no bairro Edson Queiroz.
“Aqui será um centro de diagnóstico que vamos entregar à população fortalezense para que sejam feitas as devidas avaliações e, a partir disso, definido o tratamento ou o encaminhamento adequado para cada criança”, explicou Evandro.
No local, serão atendidas crianças e adolescentes de 0 a 17 anos 11 meses e 29 dias. Cerca de 45 profissionais devem atuar na unidade.
“É uma equipe multidisciplinar composta por neuropediatras, fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos, psiquiatras, entre outros profissionais. Essa equipe vai identificar se a criança tem, por exemplo, TDAH, TEA, síndrome de Down, entre outras condições”, disse o prefeito.







