O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se pronunciou após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a abertura de investigação contra ele, e o pedido ser prontamente atendido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em um vídeo, publicado nesta segunda-feira (26), o parlamentar licenciado disse que “a PGR deu mais um tiro no pé”.
– Antes eu era chacota, hoje sou ameaça à democracia. Nos subestimaram e só recentemente acordaram para a gravidade das consequências – por isso, estão batendo cabeça. Hoje o PGR deu mais um tiro no pé e confirmou o que sempre alertei: Brasil vive num Estado de exceção. E ainda botam mais pressão para Moraes e cia. serem sancionados – destacou Eduardo.
Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a abertura de investigação contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e o pedido ser prontamente atendido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os perfis do Partido Liberal (PL) na Câmara e do líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), publicaram uma nota oficial “em defesa da liberdade parlamentar”.
– A bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados manifesta sua total e indignada solidariedade ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, alvo de mais uma tentativa inaceitável de perseguição institucional – agora por meio de um pedido de inquérito apresentado pela Procuradoria-Geral da República, simplesmente por exercer o direito constitucional de se posicionar publicamente no exterior – diz o início da nota.
O texto observa que Eduardo, eleito por quase 2 milhões de eleitores, está sendo investigado simplesmente por falar.
– Sim, um parlamentar eleito pelo povo, com mais de 1,8 milhão de votos, agora é investigado por falar.
A publicação condenou “a tentativa de criminalizar declarações políticas de um deputado, mesmo licenciado” e afirmou que se trata de “um ataque direto à liberdade de expressão, à inviolabilidade do mandato e à soberania do povo brasileiro”.
– Chamar isso de crime é rasgar a Constituição. Aceitar isso é calar o Parlamento. E se calarmos agora, a democracia morre por omissão – diz a nota, que classifica “a abertura de inquérito contra um deputado por opinião política” como “censura”.








