Presa em Roma, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) trocou de cela após ser agredida por outras presas que cumprem pena na mesma unidade penitenciária. Zambelli sofreu agressões das outras detentas ao menos em três vezes distintas, antes do mês de setembro.

Segundo o advogado de defesa da ex-parlamentar, Fábio Pagnozzi, Zambelli chegou a reclamar das agressões, mas o presídio italiano nada fez. A alegação, segundo a defesa, foi de que a rotatividade era muito alta no presídio. Diante do risco da integridade física da ex-parlamentar, a defesa pediu, então, a mudança dela de andar. O presídio concedeu a alteração e Zambelli saiu da cela que ocupava no andar térreo para um andar acima.

As agressões vieram a público após Malta discursar durante o Culto Grande Clamor pelo Brasil, realizado na última segunda (22), quando afirmou que a ex-parlamentar teria sido atacada por detentas.

“Nós estamos aqui para orar por Carla Zambelli. Entramos no maior presídio feminino do mundo para visitá-la. Perseguida política. Crime de opinião. Está lá. Ela já tinha apanhado três vezes de detentas quando nós fomos visitá-la. Quando ela nos viu, ela ficou congelada”, declarou o senador corrigindo depois para duas agressões, em entrevista ao Estadão.

Ainda segundo Fábio Pagnozzi, uma detenta mais antiga chegou a proteger a ex-deputada, mas foi transferida para outra penitenciária, o que agravou a insegurança. Após pedidos formais da defesa, Carla Zambelli foi transferida de cela e também de andar dentro do presídio.

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