A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) rejeitou, na madrugada deste sábado (28/3), o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Diante disso, o colegiado termina sem um parecer oficial, depois de sete meses de trabalho. placar da votação foi de 19 votos contra e 12 favoráveis, após mais de 16 horas de reunião, a base do governo Lula com apoio de alguns parlamentares do centrão conseguiram a maioria.

Somente 2 parlamentares do Ceará fizeram parte da votação, o senador Eduardo Girão (Novo), que foi favorável ao relatório, e a senadora Augusta Brito (PT), que votou contra o relatório.

Os governistas, que têm maioria no colegiado, tentaram emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), no entanto, não acatou o relatório paralelo, cancelando a possibilidade de nova votação que poderia ocorrer na manhã deste sábado.

A parte do relatório de Alfredo Gaspar que mais mobilizou a base do governo foi o pedido de indiciamento do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

O parecer o associou ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e atribuiu a ele uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e tráfico de influência. Com isso, Lulinha foi incluído entre os 216 nomes da lista de pedidos de indiciamento.

Alfredo Gaspar afirmou no texto que Lulinha não era um “mero conhecido” do Careca do INSS, mas alguém que teria atuado como facilitador de acesso e um possível sócio oculto do lobista.

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