No município de Francisco Alves, interior do Paraná, a Justiça Eleitoral cassou o mandato de sete dos nove vereadores eleitos para a Câmara Municipal, devido a denúncia de compra de votos em troca de distribuição de gasolina. Somente em setembro de 2024, é estimado que tenham sido entregues 2.100 litros de combustíveis.
No município de Francisco Alves, interior do Paraná, a Justiça Eleitoral cassou o mandato de sete dos nove vereadores eleitos para a Câmara Municipal, devido a denúncia de compra de votos em troca de distribuição de gasolina. Somente em setembro de 2024, é estimado que tenham sido entregues 2.100 litros de combustíveis.
Um dos cassados, o vereador Devair Porto Santos, conhecido como “Cutuca”, fugiu ao ser indagado por jornalista sobre o assunto. Na quinta-feira, 4, equipe da Globonews abordou o parlamentar na Câmara Municipal. Diante do questionamento, ele pôs o capacete, subiu em uma motocicleta e deixou o local: “Já venho aí. Vou em casa e já volto”, disse, antes de ir embora
A apuração, conduzida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) apontou que a coligação “Pra Frente Francisco Alves” teria utilizado uma estrutura econômica para viabilizar a vitória de candidatos. Enquanto os recursos dos réus não são julgados, os parlamentares, que evitaram se posicionar, permanecem trabalhando normalmente.
Segundo o MPPR, o centro do esquema funcionava em um posto de combustíveis localizado a 10 km do centro urbano de Francisco Alves. Um dia antes das eleições de 2024, com autorização judicial, a polícia apreendeu no local notas fiscais, anotações com nomes de candidatos e pequenos vales para retirada de cinco ou dez litros de gasolina ou álcool.






