Cerca de 3 milhões de pessoas vivem em algum grau de insegurança alimentar no Ceará, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua anual (Pnad Contínua) de 2024. Assim como na edição anterior da pesquisa, as regiões Norte e Nordeste apresentaram as menores proporções de domicílios em segurança alimentar.

O acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequada é categorizado conforme a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia) em três níveis: leve, moderado e grave.

No nível leve, há preocupação e incerteza quanto ao acesso aos alimentos no futuro. Isso faz com que famílias adotem estratégias que visam não comprometer a quantidade de alimentos disponível, levando a uma diminuição da qualidade.

Essa é a realidade de cerca de 2 milhões de cearenses, o que equivale a 22,1% dos moradores. Na pesquisa do ano anterior, o número era de 2,144 milhões.

Aqueles com insegurança alimentar moderada – ou seja, que tinham redução quantitativa de alimentos ou ruptura de padrões de alimentação devido à falta de insumos entre adultos – também diminuíram. Eram 716 mil em 2023 e, em 2024, passaram a 576 mil.

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