Em pronunciamento no Plenário do Senado na última terça-feira (3), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou o investimento previsto de cerca de R$ 90 milhões em publicidade institucional da Casa. Segundo ele, essa despesa é totalmente desnecessária e abusiva em relação aos contribuintes, que sustentam um orçamento anual de quase R$ 6 bilhões para o Senado, além de uma das maiores cargas tributárias do mundo.

Girão destacou que a máquina de comunicação do Senado já é robusta e eficiente, contando com departamentos como a Secretaria de Comunicação Social, Diretoria de Jornalismo, Núcleo de Assessoria de Imprensa, Rádio Senado, TV Senado e Agência Senado, além de equipes técnicas e administrativas, com um orçamento superior a R$ 50 milhões. Ele questionou a necessidade de mais R$ 90 milhões em meio a um cenário de descrédito das instituições.

O senador anunciou que acionará o Tribunal de Contas da União (TCU), junto com seu partido, o Novo, para tentar barrar a licitação referente a esses gastos.

Além disso, Girão reclamou da falta de resposta da Procuradoria-Geral da República (PGR) a uma representação que apresentou em 14 de janeiro, com aditamento em 21 do mesmo mês, envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli e seus irmãos. O caso refere-se ao resort Tayayá, no Paraná, no qual os irmãos de Toffoli tinham participação, posteriormente vendida a fundos ligados ao Banco Master. Toffoli é o relator, no STF, da investigação sobre fraudes no Banco Master.

O parlamentar considerou estranho que outras representações já tenham sido analisadas pela PGR, enquanto a sua segue sem retorno até o momento.

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