Uma das mais garantistas do mundo, a Constituição promulgada no Brasil em 1988 trouxe consigo um catálogo extenso de direitos. Entre eles, a possibilidade de votar mesmo entre aqueles eleitores que estiverem presos provisoriamente durante o período eleitoral. Foi assim em 2022, e o resultado das urnas que receberam os votos desses presos mostrou uma vitória expressiva da esquerda – em especial do PT ou de partidos coligados a ele. Isso se verifica não só na eleição para presidente, na qual Lula manteve uma média de 80% dos votos nos dois turnos, mas também nas votações para governador, senador e deputados federais. Em alguns casos, os candidatos preferidos dos presos sequer chegaram a ser eleitos, apesar dos bons percentuais nas urnas das carceragens.

Se apenas os votos dos presos contassem para as eleições, os estados do Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo estariam sendo governados por nomes do PT ou coligados a ele.

Também haveria mudanças na votação para o Senado em Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. A situação é a mesma dos governadores: os preferidos entre os presos nestes estados são candidatos coligados ou filiados à federação Brasil da Esperança, integrada pelo PT, PV e PC do B.

A Gazeta do Povo extraiu os dados oficiais do TSE e compilou os resultados, filtrando apenas as seções eleitorais cujos nomes têm termos como “Casa de Detenção”, “Cadeia” ou “Unidade Prisional”.

É bom lembrar que, embora os presos constituam a maior parte dos eleitores nesses pontos de votação, também é possível que parte desses votos sejam de policiais penais.

Apesar da regulamentação feita pelo TSE para o voto dos presos, não foram todos os estados que providenciaram instalações de sessões eleitorais em cadeias, carceragens e locais de internação de adolescentes infratores.

Naqueles onde houve esse voto, a reportagem separou os dois mais votados entre candidatos a governador no primeiro e segundo turno – se houve – e senador, e os cinco mais votados entre os deputados federais. No estado de São Paulo, por ser o maior colégio eleitoral, o detalhamento é maior.

Em alguns casos, os presos seguiram a tendência de voto da população geral, com os mais votados nas cadeias também sendo eleitos nas urnas. Em outros, os preferidos dos detentos não conseguiram efetivar seus postos no Executivo nem no Legislativo. Houve ainda casos em que candidatos perderam para os votos em branco e nulos.

 Em alguns casos, os presos seguiram a tendência de voto da população geral, com os mais votados nas cadeias também sendo eleitos nas urnas. Em outros, os preferidos dos detentos não conseguiram efetivar seus postos no Executivo nem no Legislativo. Houve ainda casos em que candidatos perderam para os votos em branco e nulos.

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