O município de Choró, distante 148 km de Fortaleza, não vê o prefeito eleito há um ano. Após diversas ramificações de investigações e operações deflagradas contra Carlos Alberto Queiroz Pereira, conhecido como Bebeto de Choró (PSB), o político segue foragido desde o dia 5 de dezembro de 2024, quando a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão preventiva, na Operação Vis Occulta, desde de então se houve falar dele em várias regiões do Ceará, mas até o momento a sua prisão não foi efetuada.

“Fico impressionada como a Justiça ainda não pegou o Bebeto em um ano, se todo mundo dá notícia dele passando por Canindé, por Choró, nas praias, em vários locais”, admira-se Rozário Ximenes, ex-prefeita de Canindé que fez a primeira denúncia contra Bebeto e a respeito de ameaças que vinha recebendo de pessoas relacionadas a ele.

O prefeito chegou a ser preso depois da eleição do ano passado, em outra ação do Ministério Público. Foi solto e, dias depois, quando as autoridades foram buscá-lo novamente em outra operação, já não o encontraram. Desde então, o paradeiro segue desconhecido e as investigações prosseguem em diferentes esferas.

Em 22 de novembro de 2024, Bebeto foi alvo da operação Ad Manus, realizada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) para investigar possíveis fraudes em contratos para abastecimento de combustível em veículos da Prefeitura do Município.

O prefeito na época, Marcondes Jucá (PT), foi preso e afastado. Bebeto Queiroz, então sucessor eleito, foi alvo de mandato. Ele se entregou à Polícia Civil e foi preso na Delegacia de Capturas (Decap) na tarde do dia seguinte, o sábado, 23 de novembro de 2024.

Ele ficou preso durante dez dias, até se esgotar o prazo de prisão temporária. No dia 3 de dezembro, ele publicou nota nas redes sociais na qual afirmou ter “total inocência e disposição aos órgãos da Justiça”, apontando também o desejo de “esclarecer para a sociedade a sua total absoluta isenção e inocência”.

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