A Polícia Federal (PF) informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisará de mais tempo para analisar o material relacionado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre as diligências pendentes está a avaliação da quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autorizada pelo ministro em fevereiro.
Mendonça havia determinado que a PF concluísse, em até 60 dias, a perícia de celulares, computadores, HDs, pen drives e demais equipamentos apreendidos com investigados presos e alvos de medidas restritivas. O ministro cobrou maior agilidade por considerar lenta a condução da investigação.
Em resposta encaminhada ao STF no último dia 9, a corporação informou que conseguirá concluir, em até 30 dias, a análise dos materiais apreendidos com os presos da operação. Já a perícia dos equipamentos recolhidos dos demais investigados deverá levar até seis meses.
A Polícia Federal atribuiu a demora à falta de efetivo. Segundo a corporação, apenas 11 servidores atuam na investigação, embora sejam necessários mais de 40. A PF também informou que concluiu cerca de 40% da análise dos aproximadamente 1.7 mil itens apreendidos.








