Segundo a Polícia Federal, André Mariano teria contratado Carla Ariane para obter vantagens junto ao governo federal.
Em uma agenda apreendida durante as investigações, o nome dela aparece acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar que manteve com o presidente.
A PF sustenta que recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados à compra de materiais didáticos foram desviados por meio do direcionamento e do superfaturamento dos contratos.
Atuação em Brasília e FNDE
Os investigadores afirmam haver indícios de que Carla Ariane atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor da empresa Life.
A PF também aponta que Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria exercido papel semelhante.
Prisões e desdobramentos
Na fase deflagrada em 13 de novembro, a Polícia Federal prendeu seis pessoas sob suspeita de fraudes em licitações nos municípios de Sumaré e Hortolândia (SP). Entre os alvos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).
Os investigados poderão responder, conforme o grau de envolvimento, por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.
Esquema na Educação
De acordo com a investigação, o esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da Educação estaria em funcionamento desde, pelo menos, 2021, com ramificações em diferentes municípios paulistas.
Um relatório parcial do inquérito aponta que agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários teriam atuado de forma coordenada em uma organização criminosa estruturada.