Desde então, institutos anunciaram ajustes nos métodos para melhorar a precisão dos levantamentos. Ainda assim, Datafolha, Quaest e Atlas chegaram à véspera desta eleição mostrando Lula numericamente à frente — e novamente subestimaram a votação de um Bolsonaro.
A avaliação recebida pela coluna é de que o voto útil em Flávio ganhou força na reta final e pode ter continuado avançando depois das últimas entrevistas, inclusive no domingo.
O Datafolha já havia registrado um crescimento do senador de 40% para 42% dos votos válidos entre os dois últimos levantamentos. Detectou o movimento, mas ainda mostrava Lula à frente.
Outra hipótese levantada é a existência de um eleitor bolsonarista que não explicitou sua preferência durante a campanha. Discrição política, porém, não prova que esse eleitor tenha escondido o voto dos pesquisadores. Essa explicação ainda precisa ser demonstrada.
O resultado exige uma avaliação dos institutos sobre o que escapou aos levantamentos. O empate técnico admitia a possibilidade de Flávio estar à frente. Mas a fotografia divulgada ao eleitor, nas três pesquisas, ainda trazia Lula em primeiro.