O padre Julio Lancellotti narra um curta-metragem que será lançado no dia 1º de novembro, no YouTube, mostrando Santa Marina como uma pessoa trans. A estreia foi marcada para o Dia de Todos os Santos, em 1º de novembro. A Arquidiocese de São Paulo, em setembro de 2022, publicou nota criticando o projeto. Sem citar Lancellotti, declarou que a produção representa uma “distorção ideológica” e que “tal narrativa não condiz com a realidade sobre a vida de Santa Marina”. A arquidiocese reforçou que os santos não podem ser reinterpretados a partir de ideologias atuais.
O material de divulgação afirma que a obra “promove discussões contemporâneas” e “ressignifica Santa Marina em São Marino”. Segundo a descrição do trailer, o filme conta com encenações de pessoas transmasculinas e defende que “a luta contra a transfobia é de todes”.
Na mesma nota, a instituição lembrou a história da santa, que se disfarçou de monge para acompanhar o pai em um mosteiro. Marina foi acusada injustamente de engravidar uma jovem, mas não revelou sua identidade feminina e suportou as humilhações em silêncio. Só após sua morte foi descoberto que era mulher.
– A história dos santos católicos deve ser melhor conhecida e não pode ser interpretada à luz de ideologias que em nada correspondem com o contexto em que viveram – diz o texto.








