O relator do projeto de lei 152.2025, que regulamenta o trabalho por aplicativos, deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), apresentou, nesta 3ª feira (7.abr.2026), um novo relatório à Comissão Especial. A matéria será votada no colegiado e, em seguida, no plenário, na 4ª feira (15.abr), o projeto é apoiado pelo governo Lula, enquanto representante dos aplicativos, diz que o projeto vai encarecer o preço do frete e diminuir oportunidades.
O texto deixa explícito que motoristas e entregadores não terão vínculo empregatício com as plataformas, mas prevê direitos e proteções para o trabalhador, incluindo previdência social, seguro contra acidentes, frete mínimo para entregas, taxa máxima de retenção para corridas com passageiros e transparência total com relação a suspensões e exclusões para evitar abusos.
Os profissionais que fazem a entrega terão duas opções de remuneração bruta mínima. Poderão optar por:
receber R$ 8,50 por cada entrega com distância de até 3km de carro ou 4km a pé, bicicleta ou moto;
ou poderão receber por tempo trabalhado, com pagamento mínimo do valor-hora de dois salários mínimos, atualmente R$ 14,74 por hora.
O relator optou por não estabelecer remuneração mínima para transporte de passageiros, visando não inviabilizar corridas de pequeno valor, principalmente nas cidades menores.
O transporte de passageiros sobre quatro rodas terá retenção máxima de 30% do valor pela operadora. Na prática, numa corrida que custa R$ 10 para o usuário, a plataforma poderá recolher R$ 3 ao máximo, segundo cálculo que será feito pela média semanal.
O parecer estabelece ainda um regime de previdência social com desconto de 5% sobre 25% da remuneração recebida pelo profissional de transporte ou entregas, enquanto a empresa terá de recolher 20% em cima desses 25%.







