O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, usou um broche com um QR Code que leva a um site com fotos e vídeos da invasão do grupo terrorista Hamas a Israel, no dia 7 de outubro de 2023, que deixou mais de 1500 pessoas mortas. Netanyahu pediu que público desse zoom no celular e acessasse o site. “Você também verá por que lutamos e por que precisamos vencer. Está tudo aqui”, disse o premiê durante discurso hoje na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “Grande parte do mundo não se lembra mais do dia 7 de outubro. Mas nós nos lembramos”, acrescentou.
Primeiro-ministro afirmou que site mostra “a verdade” sobre o ataque sofrido por Israel. Netanyahu tem usado com certa frequência o ataque de 2023, que matou pelo menos 1,2 mil pessoas.
Netanyahu também enviou um recado para os reféns israelenses. “Aqui é o primeiro-ministro Netanyahu falando com vocês. Ao vivo das Nações Unidas. Não nos esquecemos de vocês, nem por um segundo. O povo de Israel está com vocês. Não vacilaremos e não descansaremos até que todos vocês voltem para casa”, disse ele.
Israel ordenou a instalação de alto-falantes em Gaza para transmissão ao vivo de seu discurso. Em sua declaração, o premiê voltou a pedir que o Hamas se renda. “Se o Hamas aceitar nossas demandas, a guerra acaba agora”, afirmou.
Netanyahu quer “aniquilação” do Hamas. Mesmo com as críticas internacionais sobre a guerra, o premiê israelense continua a afirmar que não haverá a criação de um Estado Palestino e que pretende anexar a Cisjordânia e construir assentamentos judaicos no território.
Diplomatas brasileiros e de outros países deixaram o parlamento das Nações Unidas no momento em que o primeiro-ministro começou a falar. A maioria das cadeiras do local ficou vazia e outros países, como Quirguistão e Irã, também deixaram o plenário. O Brasil também boicotou o discurso de Israel em 2024.








