Nesta quinta-feira (1º), a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou mudanças nas regras do debate da Globo e, no mesmo dia, veio à tona seu histórico de doações a candidatos do PT e do PSOL. Ela é relatora do registro de candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo levantamento do Portal Claudio Dantas, Aranha fez três doações eleitorais antes de ingressar na Justiça Eleitoral. Os beneficiários foram Nabil Bonduki (PT), Jean Wyllys (PSOL) e Erika Hilton (PSOL), em campanhas realizadas entre 2004 e 2022.

Em 2004, a ministra doou R$ 800 à campanha de Bonduki para vereador em São Paulo. Em 2018, foram R$ 1 mil para Jean Wyllys, candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Já em 2022, ela transferiu R$ 750 para a campanha de Erika Hilton, em São Paulo.

As contribuições ocorreram antes de Aranha assumir uma função na Justiça Eleitoral. A legislação não impede que advogados façam doações eleitorais antes de ingressarem na magistratura.

Além das contribuições, Aranha já trabalhou como advogada do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Ela consta como representante do parlamentar em um processo cível que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Aranha chegou ao TSE em agosto de 2025, após ser escolhida pelo presidente Lula para uma das vagas destinadas a advogados. A nomeação ocorreu a partir de uma lista tríplice elaborada pelo Supremo Tribunal Federal.

Antes de assumir o cargo, a ministra ocupou funções no governo federal. Ela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e também trabalhou em áreas ligadas à Presidência da República e no gabinete da Presidência do próprio TSE.

DECISÃO SOBRE O DEBATE

Horas antes do cancelamento do debate da Globo, Aranha suspendeu uma regra que previa a exibição do púlpito reservado a Lula em caso de ausência. A ministra também proibiu que os candidatos presentes fizessem perguntas dirigidas ao presidente.

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