As acusações mútuas na imprensa sobre o recebimento de recursos e a interferência editorial do ex-banqueiro Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master) atingiram o ápice em outubro de 2026, após a Polícia Federal extrair mensagens de seu telefone celular. A principal e mais direta “guerra” de acusações envolve o portal Metrópoles e o jornal Folha de S.Paulo, mas os vazamentos também atingiram outros grandes veículos e jornalistas.

O portal Metrópoles publicou reportagens afirmando que Daniel Vorcaro ofereceu e pagou R$ 1 milhão ao gestor de crise Guilherme Barros para adiar e amenizar uma reportagem de perfil sobre o banqueiro que sairia na Folha de S.Paulo em agosto de 2024. Segundo as mensagens, o adiamento era vital para que o Banco Master conseguisse concluir uma operação financeira bilionária com o BRB

A Folha de S.Paulo negou veementemente ter recebido dinheiro ou alterado sua apuração para favorecer o banqueiro, justificando que a matéria só não saiu antes porque não estava concluída. O jornal contra-atacou afirmando que a acusação do Metrópoles é uma “retaliação” e “represália”.

A retaliação mencionada pela Folha se refere a uma reportagem do portal UOL que expôs o próprio Metrópoles. Segundo os relatórios da PF divulgados pelo UOL, o Banco Master transferiu R$ 27,2 milhões ao Metrópoles (com contratos totais de marketing que somavam R$ 52 milhões). As mensagens mostraram que a CEO do portal, Lilian Tahan, enviava reportagens antecipadamente para a leitura de Vorcaro, tendo alterado 11 de 14 textos após pedidos diretos do banqueiro.

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