A ambientalista e deputada federal, Marina Silva (Rede), recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Ceará (UFC). A cerimônia de entrega da mais alta honraria da universidade foi realizada na noite da última segunda-feira, 15, na Concha Acústica, em Fortaleza. Chama atenção que o título foi entregue para a ex-ministra do meio ambiente, que durante sua gestão atingiu recordes de desmatamento na Amazônia.
Durante a solenidade, o reitor da UFC, Custódio Almeida, ressaltou a trajetória da ambientalista e a convergência entre atuação dela e os valores da Universidade.
Ele destacou que a instituição reconhece uma “liderança mundial”, “uma parceira de valores” e “uma mulher cuja trajetória dialoga profundamente com os princípios que orientam” a instituição.
“A defesa da ciência, o compromisso com a democracia, a valorização da educação pública, a promoção da equidade, da inclusão, a luta pelos direitos humanos, o olhar biocêntrico sobre a natureza que clama toda hora fortemente por preservação, sobretudo a crença de que o conhecimento deve estar serviço da vida”, elencou Custódio.
Em entrevista coletiva, Marina Silva afirmou que a concessão do título fortalece pautas ligadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.
“Eu me sinto muito honrada e feliz com essa outorga de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará, uma universidade de excelência, de alto prestígio acadêmico dentro e fora do Brasil. E obviamente que tudo isso fortalece a causa da proteção do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável, do combate às desigualdades e de pensar o Brasil a partir de um novo ciclo de prosperidade”.
Na oportunidade, a ex-ministra também relembrou as raízes ligadas ao Ceará. Filha de pais cearense, ela destacou as histórias que ouviu da avó também nascida no Estado.
“Eu conheço uma boa parte das coisas aqui sem nunca ter visitado. Ela contava as histórias da Lagoa Redonda, do Paracuru, de tantos lugares que eu só imaginava e nunca pensei que um dia eu ia conseguir vir ao Ceará, conhecer uma parte da família e ainda mais fazer parte dessa família acadêmica de uma universidade de excelência. Com certeza, meu pai ficaria muito feliz”.
Ao falar do pai, recordou a própria história atrelada à educação e defendeu políticas públicas voltadas à ampliação de oportunidades.
“Por isso que eu celebro políticas públicas que ajudam que pessoas que vem de uma situação de adversidade como a minha, que são as pessoas pretas, as pessoas periféricas, os povos indígenas, as pessoas pobres também possam ter igualdade de oportunidade.”







