Zambelli cumpre detenção em Roma. Ela foi condenada no Brasil em dois processos, ambos com trânsito em julgado — ou seja, quando não cabe mais apresentação de recurso. São as seguintes penas e tipificações:
- 10 anos e 8 meses de prisão, como autora intelectual da invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ);
- 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, pelo caso em que perseguiu um homem na rua o apontando uma arma, nas vésperas das eleições de 2022.
Zambelli na Itália
Após a condenação sobre a invasão ao sistema do CNJ, Zambelli se mudou para a Itália. Após a fuga do país, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva da ex-parlamentar.
O pedido foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.
Em 29 de julho Zambelli foi presa em um apartamento em Roma. A prisão foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou “grave risco de fuga” caso a parlamentar permanecesse em liberdade.
O governo brasileiro apresentou ainda um pedido de extradição da brasileira à justiça italiana, que ainda analisa a solicitação.
Em dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a votação da Câmara dos Deputados que rejeitou o pedido de cassação e manteve o mandato parlamentar de Zambelli. Em uma maneira de burlar a cassação, a ex-deputada renunciou ao mandato na Câmara.