Os canais do Grupo Globo ganharam quase metade (49,4%) do valor gasto em publicidade via televisão pela administração direta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 3º mandato até agora. As verbas são de anúncios da Secom (Secretaria de Comunicação Social) e dos ministérios e alguns órgãos controlados exclusivamente pelo Poder Executivo, o que se chama de administração direta.

Em valores corrigidos pela inflação, as emissoras de TV do Grupo Globo ganharam R$ 461,5 milhões nos primeiros 3 anos de Lula até agora. No mesmo período do governo Bolsonaro, foram R$ 228,5 milhões para as emissoras do conglomerado. Houve uma alta de 102% no período.

No governo anterior, de Jair Bolsonaro (PL), as verbas direcionadas à Globo nunca chegaram a 30% do total. O dinheiro era distribuído de forma quase igual em proporção com a Record e o SBT –a emissora da família Abravanel ganhava um pouco menos. Com Lula, a distância da Globo para outras TVs disparou já no 1º ano de mandato e se manteve dessa forma.

Os dados citados nesta reportagem são do Sicom (Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal) e foram corrigidos pela inflação. O painel reúne os gastos com publicidade da Secom e dos ministérios –a administração federal direta.

Em 2024, último ano com dados fechados, a administração federal direta gastou R$ 770 milhões com publicidade estatal. Desse total, 45,7% foram para anúncios na televisão, num padrão semelhante ao de anos anteriores.  A internet é o 2º meio preferido do governo pelo menos desde 2019. Em 2023 e 2024, representou 18,5% e 21,0% dos gastos totais com propaganda federal, respectivamente. Agora, em 2025, com números ainda parciais, essa proporção saltou para 35,2%.

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