O pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (2) que vai enviar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que não aplique novas tarifas aos produtos brasileiros.
“De qualquer forma, eu vou enviar uma carta ao governo americano pedindo que ele não aplique tarifas às empresas brasileiras”, disse o senador em vídeo publicado nas redes sociais.
Na gravação, o pré-candidato afirmou, porém, ser obrigação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “ir lá [nos EUA] e resolver” a questão.
A declaração de Flávio ocorre após a USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) recomendar a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil.
Segundo o pré-candidato, em seu encontro com o republicano, na última semana, o tema foi discutido e ele chegou a fazer um pedido direto para que os Estados Unidos não taxassem empresas brasileiras.
“Além disso, eu fiz o pedido direto para que os Estados Unidos não taxassem as empresas brasileiras, que já são absurdamente taxadas pelo governo Lula […] Então eu expliquei que não seria justo taxá-los ainda mais”, declarou.
De acordo com Flávio o estudo que resultou na Sessão 301, usada como justificativa pela USTR para a aplicação de novas tarifas, começou em 2025, muito antes da visita do pré-candidato aos EUA.
“Esse estudo, que foi divulgado agora, da chamada Sessão 301, englobou mais de 60 países, incluindo o Brasil, com uma investigação que começou em 2025, muito antes da minha visita aos Estados Unidos na semana passada”, disse.
O USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) propôs, em documento divulgado no final da noite da segunda-feira, a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, exceto para mercadorias que se enquadram como “sujeitas às tarifas de segurança nacional”.






