O atendimento nos postos de saúde de Fortaleza tem sido impactado pela falta de profissionais de enfermagem suficientes para a demanda. A denúncia é feita por trabalhadores, entidades que representam as categorias e até usuários das unidades e vem elevando as críticas a gestão do prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT).

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirma que convocou mais de 1.400 concursados da extinta Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza (Fagifor) para atuar na rede municipal, dos quais 992 são da enfermagem. A SMS afirma que convocará novos profissionais, mas não cita prazos.

O Diário do Nordeste teve acesso a uma lista de 15 postos da cidade onde, somados, faltam 21 enfermeiros e 10 técnicos de enfermagem. São os números de profissionais que precisam ser contratados ou convocados para preencher as vagas ociosas:

  • Posto de Saúde Zélia Correia (Regional 5): três enfermeiros
  • Posto de Saúde Dr. Otoni Cardoso do Vale (Regional 6): um enfermeiro
  • Posto de Saúde Célio Brasil Girão (Regional 2): dois técnicos de enfermagem
  • Posto de Saúde Mariusa Silva de Souza (Regional 3): um enfermeiro
  • Posto de Saúde Dr. Luís Costa (Regional 4): um enfermeiro
  • Posto de Saúde Dr. Luiz Augusto Castelo Branco – José Walter (Regional 5): um enfermeiro e dois técnicos de enfermagem
  • Posto de Saúde Edilmar Norões (Regional 6): três enfermeiros e um técnico de enfermagem
  • Posto de Saúde Ivana de Souza Paes (Regional 3): quatro enfermeiros
  • Posto de Saúde Dr. Licínio Nunes de Miranda (Regional 3): dois técnicos de enfermagem
  • Posto de Saúde Lúcia de Sousa Belém (Regional 6): duas enfermeiras
  • Posto de Saúde Sítio São João (Regional 6): um enfermeiro
  • Posto de Saúde CDFAM (Regional 3): um técnico de enfermagem
  • Posto de Saúde João XXIII (Regional 3): dois técnicos de enfermagem
  • Posto de Saúde Carlos Ribeiro (Regional 1): três enfermeiros
  • Posto de Saúde Dr. Pontes Neto (Regional 5): um enfermeiro

Uma fonte que atua em um posto de saúde de Fortaleza, que não será identificada, explica que a ausência de profissionais de enfermagem ocorre porque grande parte dos contratos encerrou em dezembro de 2024 sem possibilidade de renovação, deixando vagas ociosas.

“Muitos eram de seleção pública com duração de um a dois anos. Os contratos que venceram em 2024 não foram renovados pela gestão Sarto e ficaram essas vagas sem o profissional. Os que tinham vencimento em 2025 e concordaram, foram renovados pela nova gestão”, explica.

Outro problema, aponta, é a não convocação dos aprovados no concurso da extinta Fundação de Apoio à Gestão Integrada em Saúde de Fortaleza (Fagifor), que poderiam suprir o déficit nos postos de saúde.

A situação, assim, como frisa a fonte, impacta diretamente a disponibilidade de alguns serviços à população, como consultas de emergência, coleta de exames e até a vacinação.

“Uma atividade prejudicada é o acolhimento inicial dos pacientes que procuram o posto por algum evento agudo, uma queixa do dia, pois num posto com déficit de enfermeiras não há como dar cobertura em todos os turnos”, inicia.

Fonte: DN

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