O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), evitou falar sobre as investigações da Polícia Federal contra o deputado federal Júnior Mano (PSB). O parlamentar é investigado por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares e interferência em campanhas eleitorais em municípios cearenses. “Eu não me sinto à vontade de falar num assunto que eu não tenho conhecimento. Aliás, ainda está nesse período de investigação, portanto, não seria razoável, da minha parte, eu estar tecendo maiores comentários”, disse Evandro Leitão.
Evandro disse que seria uma “precipitação” falar sobre o assunto. “E não só precipitação, como não seria razoável e justo, eu falar alguma coisa, tecer qualquer tipo de comentário de algo que eu não tenha um conhecimento mais aprofundado”, reforçou. A declaração foi feita ao Diário do Nordeste antes da reunião do secretariado da Prefeitura de Fortaleza, nesta sexta-feira (10).
A resposta do prefeito segue linha parecida da adotada por outras lideranças do grupo político, como o governador Elmano de Freitas (PT). Em entrevista a Live PontoPoder, Elmano disse que “é preciso deixar a investigação acontecer” para que se possa emitir qualquer opinião sobre o assunto. “Não devemos inocentar nem absolver. Agora, evidentemente, eu parto da premissa do que conheço das pessoas, de que elas são inocentes”, disse Elmano.
O deputado federal Júnior Mano foi um dos alvos da operação Underhand da Polícia Federal, na última terça-feira (8). Nela foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Ceará, incluindo o gabinete dele na Câmara dos Deputados.
Além dele, outras seis pessoas também foram alvo dos mandados. O cumprimento de ordens ocorreu em Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio. No total, foram 15 mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal.





