Viviane Barci de Moraes formou-se em Direito na Universidade Paulista (Unip) quando tinha 30 anos. Antes, ela cursou Propaganda e Marketing pela Faculdade de Publicidade na mesma instituição. O currículo profissional dela termina aí. Mas o currículo pessoal é único: ela é a mulher de Alexandre de Moraes. Segundo as informações do próprio site, depois da faculdade de Direito, Viviane não realizou curso algum.
Entre os processos que Viviane e sua equipe atuam e que estão no STF, há ações de grandes clientes, como Qualicorp e Hapvida. A primeira é uma administradora de benefícios que anunciou a venda de toda a sua participação na Gama Saúde à holding ESB por R$ 163,9 milhões, recentemente. A segunda é uma das maiores operadora de planos de saúde do país, avaliada em R$ 20,3 bilhões.
Viviane também é advogada da Associação Fundo de Auxílio Mútuo dos Militares do Estado de São Paulo e atendeu Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural. Rabello, condenada no escândalo do mensalão e o ex-prefeito de São Caetano do Sul José Auricchio Júnior (PSDB), cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2024.
O outro foi se tornar advogada do Banco Master, que negocia a venda de parte de sua operação para o Branco de Brasília (o banco estatal de Brasília), conforme noticiou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
O objetivo é a formação de um novo Conglomerado Prudencial, sob a liderança do BRB, com atuação nacional. O Banco de Brasília, porém, anunciou em fato relevante em agosto que o Banco Central rejeitou a operação de compra de 58% do capital social total do banco Master.
O Banco de Brasília é também patrocinador do Museu do STF, que está em reforma para ampliação. No relatório de auditoria de 2025, foi identificada uma inconsistência contábil de mais de R$ 56 milhões nas contas da corte em 2024, sendo que deste valor, R$ 50 milhões referem-se a um pagamento adiantado, feito sem registro de contrapartida, para as obras de expansão e adequação física e estrutura do Museu do STF.
De acordo com o relatório, houve um erro na classificação da despesa. Mas, para além do problema contábil da saída dessa verba, existe uma questão sobre o seu destino, conforme reportagem publicada pela Gazeta do Povo.
Conforme dados do site da Transparência do Supremo, um pagamento de R$ 50 milhões foi realizado em 9 de dezembro de 2024 para a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (ONU/Unesco) para um “projeto de cooperação técnica internacional entre o órgão e o STF para o projeto intitulado Museu do STF”.
Em resposta à Gazeta do Povo, o STF disse que “trata-se de um ajuste meramente contábil. A corte garante que a despesa “foi devidamente empenhada, paga e registrada conforme a legislação e as normas contáveis aplicáveis”.








