A empresa existe desde 2012, segundo dados da Receita Federal. Os principais contratos da companhia são com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Turismo (MTur), da Cultura (MinC) e do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Em todos os casos, o valor básico é o mesmo: R$ 8,74 milhões.
A empresa também fechou contratos menores com o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e a Presidência da República. Todos esses contratos são para serviços de produção de eventos, cenografia e montagem de palcos.
A conversa de Roberta Luchsinger obtida pela PF é de 25 de agosto do ano passado, com o empresário Cleber Ribas. Na troca de mensagens, Luchsinger cobra Ribas sobre um pagamento e diz gastar cerca de R$ 100 mil por mês para manter “a casa” — nessa época, Lulinha já havia se mudado para Madri, na Espanha.
O trecho, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmado pelo Metrópoles, é a transcrição de um áudio enviado por Luchsinger a Cleber Ribas. Na mensagem, ela diz ter informado Lulinha de que não poderia mais pagar passagens aéreas para ele.
“Se você souber o que que o outro disse, eu fui cortar o negócio, né? Daí eu falei: ‘Ó, Fábio, agora acabou, porque a casa por mês a gente gasta em torno de 100 mil. Então, assim, não vai dar mais pra ter essas passagens, né?’. Ele falou: ‘Ah, eu vou ficar pedindo pro Cleber e pro Checon’. Eu ri pra caramba. Eu falei: ‘Ué, boa sorte pra você’”, diz Roberta.
A coluna procurou Marcelo Checon por mensagens de texto e ligações, mas não houve resposta até o momento. O espaço segue aberto.