A fase de pré-campanha está na etapa final e os partidos começam a realizar as convenções para definir em qual aliança cada um estará. Com quase tudo se desenhando para base e oposição, o Podemos ainda pode passar por reviravolta.
A sigla é presidida por Nelinho Freitas, que deixou o MDB recentemente, e que está na base do governador Elmano de Freitas (PT), mas o partido vive um impasse interno podendo resultar em uma mudança de rumo.
O Podemos juntou diversas nomes políticos para montar uma chapa para deputado federal, mas acabou sendo um fiasco. O vereador de Fortaleza, Germano He-Man entrou na Justiça Eleitoral contra a sua filiação, e Heitor Freire, cujo o mandato de suplente de 2022 foi cassado, retirou a pré-candidatura para apoiar Eduardo Bismarck (PV).
O próprio Bismarck deixou o partido no fim da janela partidária, juntamente do pai, Bismarck Maia, que presidia a legenda. Além disso, e outros quadros desistiram de se candidatar.
O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra, é filiado ao Podemos, com grande interlocução nacional, e um dos principais apoiadores de Ciro no interior.
Nesta situação e desejado pela oposição, liderada por Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato a governador, a direção nacional do Podemos avaliar intervir no Ceará e apoiar o tucano. A medida viria após insatisfações nacionais com o PT. Há queixas sobre o compromisso que não teria sido cumprido de ajudar o partido a eleger deputados.
Se for concretizado, Ciro teria um reforço significativo para ter ainda mais vantagem no tempo de televisão e rádio nas propagandas eleitorais e recursos financeiros para a campanha frente a Elmano.
Ciro e a oposição observa silente a situação do Podemos que se enrola a cada nova medida.
Fonte: O Povo








