A ex-presidente brasileira, Dilma Rousseff (PT), exaltou o legado político de Fidel Castro em mensagem enviada ao 1º Colóquio Internacional “Fidel: legado e futuro”, realizado em Havana entre 10 e 13 de agosto. O evento marcou os 100 anos do nascimento do líder da Revolução Cubana, celebrado em 13 de agosto.
Dilma afirmou que o ditador foi símbolo de luta por justiça social e soberania. Ela classificou Cuba como um “farol” para latino-americanos. A avaliação contrasta com a realidade histórica do regime comandado pelo líder cubano, que consolidou um sistema de partido único e restringiu liberdades políticas e civis.
Para especialistas, Fidel foi uma figura política responsável por décadas de autoritarismo, repressão de opositores e dificuldades econômicas que deixaram marcas profundas na sociedade cubana.
A homenagem ocorre enquanto Cuba enfrenta uma das mais graves crises de sua história recente, com apagões prolongados, falta de combustível, medicamentos e alimentos. As dificuldades são atribuídas, entre outras causas centrais, às décadas de economia centralizada, baixa produtividade, corrupção generalizada e dependência externa.
Parte da comunidade científica que estuda temas vinculados à geopolítica e relações internacionais destaca que a repressão política também faz parte do legado de Fidel.
Durante seu longo período no poder, o regime limitou a liberdade de imprensa, perseguiu dissidentes e não permitiu alternância política. Para críticos do castrismo, o êxodo de milhões de cubanos ao longo das décadas é outro indicador das dificuldades produzidas pelo sistema implantado depois da Revolução de 1959.
Dilma também citou sua relação pessoal com Fidel e destacou a atuação de médicos cubanos no programa Mais Médicos, criado durante seu governo. Segundo ela, mais de 11 mil profissionais cubanos trabalharam no Brasil.






